sábado, 23 de abril de 2016

Diferença entre protetor solar físico e químico

Andei pesquisando a diferença entre protetores solares químicos e físicos e achei uma matéria maravilhosa escrita pela dermatologista Tatiana Gabbi. Segue uma parte da matéria:

“Os filtros físicos, também conhecidos como inorgânicos, são partículas derivadas de metais, ou óxidos metálicos, que atuam através de mecanismos ópticos, refletindo ou dispersando os raios solares. Os principais filtros físicos são o óxido de zinco e dióxido de titânio. Atualmente, eles estão disponíveis também em nanopartículas, o que confere uma coloração mais discreta do que a das formulações anteriores, que deixavam a pele com aspecto esbranquiçado ou acobreado. Em geral, eles são associados aos filtros químicos ou orgânicos para uma melhor cobertura em relação ao espectro de raios ultravioleta. A vantagem desse tipo de filtro é que são mais estáveis e pouco penetram a pele, sendo ideais para os pacientes alérgicos e com sensibilidade cutânea elevada.



Já os filtros químicos são moléculas que absorvem a radiação ultravioleta, através de reações químicas, "entrando" na frente dos pigmentos cutâneos em sua avidez por energia solar. Dessa maneira, eles absorvem essa radiação, impedindo que ela atinja as células da pele. Dependendo da faixa que cada molécula atue, ele será considerado um filtro solar de amplo espectro (atua na faixa do UVA e UVB) ou exclusivo UVA ou UVB. Em geral, os filtros solares comercializáveis contêm mais de uma molécula para atuarem em uma faixa mais ampla. No entanto, em relação aos filtros físicos, eles possuem uma menor estabilidade, visto que "saturam" a sua capacidade de absorver energia ao longo do tempo, necessitando reaplicações frequentes, caso a exposição se prolongue. Além disso, esse filtro solar pode penetrar a pele e reagir com ela, levando a reações alérgicas e fotoalérgicas (deflagradas pelo próprio sol).

Quem deve usar cada um dos tipos

Pelo exposto acima, fica claro que os filtros físicos são os mais adequados para gestantes e crianças, além de os já mencionados pacientes com alergia prévia a filtros solares e aqueles de pele sensível ou sensibilizada por procedimentos dermatológicos.

No entanto, para os pacientes que não tenham esse tipo de restrição ou que apresentem doenças cutâneas tais como: câncer de pele prévio, urticária solar, lúpus, manchas de pele e pele muito clara, que sofre com queimaduras solares, o filtro solar de amplo espectro pode ser mais indicado, e os filtros químicos, associados ou não aos físicos, são uma alternativa mais interessante. Pacientes com pele morena, ou extremamente oleosa, se beneficiam dos filtros químicos, sendo que, nesses últimos, podemos optar por uma associação dessas substâncias com ingredientes que absorvem oleosidade, sem comprometimento da ação fotoprotetora.”



Que legal, não?

Muita aula de química, mas de uma maneira bem interessante, né. Adorei.


0 comentários: